1968

O ano que não terminou

Zuenir Ventura

Estudante morto, colegas presos, passeata de intelectuais e religiosos, tropa de choque, cavalarianos de sabre em riste, carros blindados, gás lacrimogêneo, tiros, jatos de água, paus, pedras, o fim de um caminho. 1968 – O ano que não terminou traz de volta um período crucial da história brasileira, no qual se ergueriam lealdades e bandeiras que, às vezes um pouco desbotadas, ainda se encontram no cenário político.

Neste clássico da não ficção nacional, o jornalista e romancista Zuenir Ventura conta, com a urgência das grandes reportagens e com a sofisticação da alta literatura, como transcorreu no Brasil o ano que, através do mundo, iria se tornar lendário por conta de manifestações estudantis contra o sistema. Aqui, sob a ditadura militar estabelecida em 1964, o desenlace seria terrível: pressionado pelos radicais, o presidente Costa e Silva decretaria o AI-5, concentrando poderes e sufocando o que restava de democracia.

O famoso maio de 1968 começou com dois meses de antecedência no Brasil. Mais precisamente em 28 de março, quando a PM invadiu o restaurante estudantil Calabouço, no centro do Rio de Janeiro, e matou Edson Luis Lima Souto, de 18 anos, com um tiro à queima-roupa no peito. A reação da sociedade civil à truculência da ditadura militar, no enterro acompanhado por 50 mil pessoas e na famosa Passeata dos Cem Mil, realizada em junho, estabeleceu a rota de colisão que culminaria com a decretação do nefando Ato Institucional nº 5 no dia 13 de dezembro daquele ano tornado mitológico.

A partir dali, não haveria mais a encenação de democracia que vigorava desde o golpe de 1964: o governo do general Arthur da Costa e Silva deteria nas mãos todos os poderes e não se furtaria a usá-los, fosse cassando, exilando, prendendo ou até matando de forma clandestina. Vinte e um anos se passariam até que um presidente civil eleito democraticamente chegasse ao Palácio do Planalto – Fernando Collor de Mello, que, também democraticamente, seria impedido de governar pelo Congresso, em 1992, acusado de corrupção – e a normalidade viesse a ser restaurada na vida nacional.

Neste livro já clássico, que vendeu mais de 300 mil exemplares desde sua primeira edição, em 1988, o jornalista Zuenir Ventura historia – a partir da louca festa de réveillon na casa da crítica literária Heloísa Buarque de Hollanda – o ano de 1968 tal como vivido no Brasil. Fazem parte de sua pauta, além do assassinato de Edson Luis, da Passeata dos Cem Mil e do AI-5, a contracultura hippie, Caetano, Gil, Chico, Glauber, Fernando Henrique, José Dirceu, Nelson Rodrigues, o congresso da UNE em Ibiúna, a conspiração de militares de extrema-direita para explodir o Gasômetro e matar milhares de cariocas, o discurso do deputado Márcio Moreira Alves que revoltou as Forças Armadas, a pressão dos radicais pelo endurecimento do regime. Que ano.

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Idioma: Português

ISBN mais comum: 9788576653615

Principal editora: Planeta

Preço médio: R$ 20,00

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Capa de 1968 - Zuenir Ventura

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