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Meninos de Kichute

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Márcio Américo


O Drible

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Sérgio Rodrigues


Ex-aluno devolve livro à biblioteca após 49 anos

Ex-aluno devolve livro à biblioteca após 49 anos

A Universidade de Dayton (Ohio, Estados Unidos) anunciou esse caso no mínimo interessante por meio de seu Twitter:

Better (49 years) late than never. Former UD student returns library book borrowed in '67 https://t.co/Fuhtr9Dt8o pic.twitter.com/uWx21Prmxy

— UD Media Relations (@UDaytonNews) 21 de março de 2016

"Melhor (49 anos) atrasado do que nunca! Ex-universitário devolve livro emprestado em 1967".

O ex-aluno James Phillips enviou para a universidade uo livro "History of the Crusades" (História das Cruzadas), que pegou emprestado em seu primeiro ano na universidade. Juntamente com o livro, ele enviou um bilhete desculpando-se pelo fato.

No bilhete ele diz "Por favor, aceitem minhas desculpas pela ausência de 'História das Cruzadas'. Eu, aparentemente, o retirei quando era calouro e de alguma forma ele ficou perdido todos esses anos".

Antes tarde do que nunca.


10 filmes adaptados de livros indicados ao Oscar

10 filmes adaptados de livros indicados ao Oscar

Pelos menos 10 dos filmes indicados para as principais categorias do Oscar 2016 tiveram seus roteiros criados a partir de adaptações de livros. Confira:

1. O Regresso
Adaptado do livro de Michael Punke, Ed. Intrínseca
O filme tem 12 indicações, incluindo melhor filme.

2. A Jogada do Século
O livro de Michael Lewis que deu origem ao longa "A Grande Aposta". Ed. BestBusiness.
O filme tem 5 indicações, incluindo melhor filme.

3. Perdido em Marte
Romance de Andy Weir. Ed. Arqueiro.
O filme tem 7 indicações, incluindo melhor filme.

4. Quarto
Livro de Emma Donoghue que deu origem a “O Quarto de Jack”. Ed. Verus
O filme tem 4 indicações, incluindo melhor filme.

5. Uma Ponte Entre Espiões
Livro de James B. Donovan, advogado recrutado pela CIA nos anos 1960. Ed. Record, 490 páginas.
O filme, dirigido por Steven Spielberg, tem 6 indicações, incluindo melhor filme.

6. Brooklyn
Livro do irlandês Colm Tóibin. Companhia das Letras.
O filme tem 3 indicações, incluindo melhor filme.

7. Carol
Livro Patricia Highsmith. Ed. L&PM
O filme tem 5 indicações, incluindo melhor atriz para Cate Blanchett.

8. A Garota Dinamarquesa
O romance de estreia do autor David Ebershoff. Ed. Fábrica 231
O filme tem 4 indicações, incluindo melhor ator para Eddie Redmayne.

9. Steve Jobs
O filme é roteirizado por Aaron Sorkin com base na biografia escrita por Walter Isaacson. Única biografia cujo trabalho de pesquisa foi autorizado pelo próprio Jobs quando ainda vivo. Ed. Companhia das Letras.
O filme tem 2 indicações, incluindo melhor ator para Michael Fassbender.

10. Trumbo
Biografia do roteirista Dalton Trumbo escrita por Bruce Cook. Ed. Intrínseca.
O filme tem uma indicação, de melhor ator para Bryan Cranston.

Fonte: Gazeta do Povo


Como justificar uma biblioteca particular

Como justificar uma biblioteca particular

Texto de Umberto Eco publicado em "Diário Mínimo".

Desde criança, tenho estado habitualmente exposto a dois (e apenas dois) tipos de piada: "Você é aquele que sempre responde" e "Você é aquele que ressoa pelos vales." Passei toda a minha infância convencido de que, por um curioso acaso, todas as pessoas que eu encontrava fossem estúpidas. Depois, tendo chegado à idade adulta, precisei descobrir que existem duas leis a que nenhum ser humano tem como esquivar-se: a primeira idéia que vem à mente é sempre a mais óbvia e, depois que a pessoa tem uma idéia óbvia, não lhe ocorre jamais que outros já possam tê-la tido antes.

Reuni uma coleção de títulos de artigos e resenhas, em todas as línguas do tronco indo-europeu, que variam entre "O eco de Eco" e "Um livro que produz eco". Salvo que, nesses casos, desconfio que não tenha sido esta a primeira idéia que veio à mente do redator; toda a redação deve ter-se reunido, discutido cerca de vinte títulos possíveis e, finalmente, o rosto do redator-chefe se iluminou e ele disse: "Rapazes, tive uma idéia fantástica!" E os colaboradores: "Chefe, você é um demônio, como é que tem essas idéias?" "É um dom", deve ter sido a sua resposta.

Não quero dizer com isto que todas as pessoas sejam banais. Tomar uma obviedade por idéia inédita, inspirada pela iluminação divina, revela certo frescor de espírito, um certo entusiasmo pela vida e sua imprevisibilidade, um certo amor pelas idéias – por menores que elas possam ser. Sempre me lembrarei do primeiro encontro que tive com o grande homem que foi Erving Goffman: eu o admirava e amava pela genialidade e a profundidade com que sabia recolher e descrever as nuances mais sutis do comportamento social, pela capacidade que tinha de perceber traços infinitesimais que até então haviam escapado a todos. Nós nos sentamos num café ao ar livre e ao fim de algum tempo, olhando para a rua, ele me disse: "Sabe, acho que hoje há automóveis demais circulando nas cidades." Talvez nunca tivesse pensado nisto, porque geralmente pensava em coisas bem mais importantes; tinha tido uma iluminação imprevista, e o frescor mental para enunciá-la. Eu, pequeno esnobe intoxicado pelas palavras de Nietzsche, teria sido incapaz de dizê-lo, mesmo que o pensasse.

O segundo choque da obviedade sobrevém a muitos que se encontram em condições iguais às minhas, ou seja, que possuem em casa uma biblioteca de certas dimensões – de tal maneira que, entrando em nossa casa, as pessoas não tenham como deixar de notá-la, inclusive porque nossa casa não contém muitas outras coisas. O visitante entra e diz. "Quanto livros! Já leu todos?" No início eu achava que esta frase só fosse pronunciada por pessoas de escassa intimidade com o livro, acostumadas a ver apenas estantezinhas com cinco livros policiais e mais uma enciclopédia infantil em fascículos. Mas a experiência me ensinou que também é pronunciada pelas pessoas que concebem as estantes como mero depósito de livros lidos e não a biblioteca como instrumento de trabalho, mas isto não bastaria. Estou convencido de que, quando se vê diante de muitos livros, qualquer pessoa é tomada pela angústia do conhecimento, e fatalmente resvala para a pergunta que exprime seu tormento e seus remorsos.

O problema é, à piada "O senhor é aquele que responde sempre" basta reagir com um sorriso e no máximo, quando é o caso de ser gentil, com uma "Boa, esta!" Mas é preciso dar uma resposta à pergunta sobre os livros, enquanto o maxilar se enrijece e filetes de suor gelado escorrem ao longo da coluna vertebral. Durante algum tempo adotei uma resposta desdenhosa: "Não li nenhum deles; senão, por que estariam aqui?" Mas esta é um resposta perigosa, porque desencadeia a reação óbvia: "E onde guarda os que já leu?" A melhor é a resposta padrão de Roberto Leydi: "E muitos mais, senhores, muitos mais", que deixa o adversário paralisado e o reduz a um estado de veneração estupefacta. Mas acho esta resposta impiedosa e ansiogênica. Ultimamente, eu me inclino por outra afirmação: "Não, estes são os que preciso ler durante o próximo mês, os outros eu guardo na universidade", resposta que por um lado sugere uma sublime estratégia ergonômica e, por outro, induz o visitante a antecipar o momento da despedida.


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